5 questões que tiram o sono dos CIOs

Atualmente, os CIOs enxergam ameaças vindas de todas as direções. E o cenário é resultado de uma série de situações convergentes: a entrada dos dispositivos móveis no ambiente corporativo, a corrida em direção à cloud computing (computação em nuvem), a questão dos dados estarem cada vez mais distribuídos, e uma pressão constante por redução de custos.

Assim, até os mais experientes profissionais do setor de tecnologia da informação vivem em um estado de alerta permanente. ?E o que mais tira o sono do CIO é aquilo que ele desconhece?, relata o diretor de segurança estratégica da consultoria de TI Solutionary, Jon Heirmel.

Acompanhe os cinco motivos que tiram o sono dos profissionais de TI:

Paranoia número 1: O data center cair
O centro de processamento de dados é o coração pulsante da empresa. Se ele ficar indisponível, pode levar toda a empresa junto. Para muitos profissionais de TI, manter o data center rodando em tempo integral é motivo para que o gestor de TI fique acordado 24 horas por dia, sete dias por semana.

O que pode dar errado? O elenco é vasto. Vai desde desastres naturais até queda no fornecimento de energia, falta de conectividade, servidores entrando em estado de choque por sobrecarga ou sistemas mal configurados, espionagem eletrônica, sabotagem interna, furtos, roubos e outras ameaças que pairam sobre as empresas.

O atual presidente do conselho da Next Generation Data, operadora de data centers que atende a bancos, operadoras e agências governamentais do Reino Unido, Simon Taylor, conhece esses problemas pessoalmente. Ataques terroristas, ocorridos na década de 90, em locais próximos a dois data centers sob sua administração foram completamente devastadores.

Assim, depois da experiência desastrosa, a Next Generation Data construiu suas instalações em uma pequena cidade da Inglaterra, em uma verdadeira fortaleza indestrutível ? localizada estrategicamente fora dos limites da cidade, longe de qualquer rodovia ou rota de aeronaves. O perímetro é todo cercado por arame farpado, por vidros à prova de bombas e de balas e por sensores infravermelho.

Os 75 mil metros quadrados do data center também são cercados por barreiras de concreto resistentes a colisões e o acesso dos funcionários só é permitido depois de um exame biom

étrico da retina. A segurança do local fica a cargo de ex-combatentes das forças especiais britânicas.

Para evitar incidentes com falta de eletricidade, a instalação está ligada a uma subestação distribuidora de energia e tem acesso a 180 mil kVA, ?o suficiente para abastecer uma pequena cidade?, ressalta Taylor. Outro benefício: o local está instalado em uma região de clima predominantemente temperado, o que reduz custos com resfriamento, e não está sujeito à incidência de furacões, terremotos, incêndios de grandes proporções ou outros desastres naturais.

Paranoia número 2: Gadgets infectando a rede

Lembra daquele perímetro super seguro que a TI estabeleceu para defender a rede de potenciais invasores? Então, essas medidas já viraram coisa do passado. Isso graças a novos equipamentos que invadem as corporações, como o iPhone, da Apple.

?Os dispositivos móveis vêm entrando em nossas vidas em ritmo super acelerado? afirma o presidente do conselho e fundador do grupo InfoWarCon – que reúne especialistas em segurança -, Winn Schwartau. ?E o profissional TI fica intimidado com o possível número de dispositivos móveis que, possivelmente, estão conectados à rede e sobre os quais não sabem nada. Mais do que isso, provavelmente, esses equipamentos fogem das políticas de segurança internas?, acrescenta.

O problema que nesse caso tira o sono dos CIOs e da sua equipe é que aparelhos contendo dados sensíveis podem ser roubados ou perdidos, além de serem passíveis de infecção por malwares. Com isso, da mesma maneira que ocorre com laptops e netbooks, toda a rede pode ser exposta.

E as opções para minimizar o problema não são muitas. ?Banir os dispositivos móveis do local de trabalho? Boa sorte!?, brinca Scott Archibald, umd dos diretores da consultoria Bender Consulting. ?Queira ou não, esses equipamentos são uma realidade e fazem parte da nossa vidas pessoal e profissional?, ressalta. Ainda de acordo com ele, a melhor forma de lidar com essa situação é permitir o uso para criar regras sobre o uso desses aparelhoes nas organizações.

 Por:
(Dan Tynan)
http://cio.uol.com.br/carreira/2010/08/19/5-questoes-que-tiram-o-sono-dos-cios/

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