Brasil passa por uma febre de crescimento do tráfego de dados.

Depois de anos em ritmo de crescimento acima dos 15%, o mercado da telefonia móvel parece, enfim, se aproximar do ponto de saturação. Pelo segundo ano seguido, o crescimento das habilitações de novos chips ficará na casa dos 3%, conforme projeta o sindicato nacional das operadoras para este 2014.

“O país está passando por uma febre de crescimento de tráfego e não um crescimento vigoroso no número de acessos”, afirmou o presidente-executivo do Sinditelebrasil, Eduardo Levy, nesta quarta, 3/12. Nas contas do Sinditelebrasil, o ano deve fechar com um aumento de 9 milhões de linhas ativas, chegando a 280 milhões. Em 2013, o crescimento, de 3,5%, foi de 10 milhões de acessos.

Ainda segundo o sindicato, as receitas do setor apontam para uma alta de 4% este ano – no fim do terceiro trimestre bateram em R$ 174 bilhões, frente aos R$ 167 bilhões no terceiro trimestre de 2013, ano em que fecharam em R$ 227 bilhões. Os investimentos cresceram mais, 8% até setembro, chegando a R$ 19 bilhões.

Nesse cenário, a aposta é de que o faturamento tende a se concentrar cada vez mais nos serviços de valor adicionado. “As receitas virão dos dados, com o crescimento do tráfego e a migração dos serviços 2G para 3G”, avalia o presidente-executivo do Sinditelebrasil.

Esse movimento já é visto nos balanços das operadoras. Uma pesquisa da Acision sobre valor adicionado móvel apontava, em meados do ano, alta de 22% nesse terreno, com os dados representando cerca de 30% do faturamento total. No caso da Vivo, o balanço mais recente indica que 37,7% das receitas vem de SVA.

Há alguma expectativa de que o número de acessos venha a crescer nos próximos anos, mas puxados pelos equipamentos de comunicação máquina-a-máquina. “O M2M não explodiu ainda porque a Lei [com a desoneração] sancionada em setembro de 2012 foi somente regulamentada em maio de 2014”, lembra Levy.

No entanto, as projeções de receitas com esses equipamentos não são ainda empolgantes. Na visão das operadoras, mesmo com a redução do Fistel os ganhos serão – pelo menos inicialmente – pequenos por conta do também baixo valor do serviço. Até por isso, a expectativa é de que o M2M no Brasil se concentre em acessos 2G.

Via Convergência Digital

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