Brasil tem mais de 40 milhões de internautas usando três ou mais telas.

O Brasil está mais conectado do que nunca, é o que diz o Google. De acordo com números de uma pesquisa encomendada pelo gigante de buscas e serviços online, já são 40 milhões de brasileiros utilizando três ou mais telas. O crescimento das vendas de aparelhos móveis como smartphones e tablets acelerou em todas as faixas etárias, 10 milhões a mais que o último ano. A conexão à Internet também está mais acessível e alcança 74% da população, de 16 a 49 anos, das classes A, B e C.

A análise levou em consideração números de 2012 a 2014, e mostra que a oscilação no crescimento dos usuários chamados “multitelas” no país é impressionante. Em 2013, identificou-se que havia “somente” 30 milhões de “multiconectados”. Ou seja, esse público cresceu em 10 milhões de pessoas no decorrer de um ano. A tendência é de que cada vez mais os dispositivos móveis sejam o foco desse consumo.

O número de usuários com smartphones na faixa de 16 a 34 anos subiu de 27% em 2012 para 49% neste ano. Entre os 25 e 34 anos, atualmente 45% usam telefones inteligentes, enquanto apenas 20% eram adeptos desta tecnologia há dois anos. Dentre todos os entrevistados, 32% utilizam a Internet mais no celular do que no computador, além de 21% que só acessam a rede pelos telefones.

Os números divulgados são fruto de pesquisas realizadas em parceria do Google com quatro diferentes empresas de consultoria e estudo de mercado: Provokers, Ipsos, TNS e Millward Brown Brasil.

Segundo Maria Helena Marinho, que lidera a área de pesquisas de mercado do Google no Brasil, os números são excelentes para a economia, que precisa compreender o novo perfil do brasileiro.

“Em um ano, um número de brasileiros equivalente à população de Portugal passou a integrar este batalhão de brasileiros que está conectado o tempo todo, e cada vez menos na frente do desktop”, disse Maria Helena, durante o Think with Google 2014.
Ainda de acordo com a executiva, esse novo cenário representa oportunidades para todos os setores da economia. “É necessário se entender quem é este novo consumidor, definir estratégias, criar um diálogo engajador através das mesmas ferramentas onde o usuário está”, afirmou.

Via Tech Tudo

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