BYOD força adaptação do departamento de TI

Na era da computação móvel, os departamentos de TI começam obrigatoriamente a lidar cada vez mais com usuários recém-habilitados em selecionar não só os seus próprios dispositivos, como também as aplicações que rodarão neles. Essa realidade – por mai

s difícil que possa parecer – pode trazer um forte benefício: capacitar uma força de trabalho moderna, afirmou Maribel Lopez, presidente da Research Lopez, durante a conferência AppNation, realizada na semana passada em São Francisco.

“Pode-se olhar para a questão encarando a BYOT como um elemento capaz de minar o controle exercido até aqui pelos departamentos de TI sobre as tecnologias em uso na empresa ou, por outro lado, olhar como como uma oportunidade para tornar móvel toda a empresa, como jamais seria possível suportar financeiramente. As organizações nunca comprariam tantos dispositivos. E nunca assumiriam de bom grado .a tarefa de gerenciá-los, se não fossem pressionadas a tal?, explica Lopez.

Seu conselho para você? Aceite que BYOD está acontecendo e construa um plano em torno dele – como controlá-lo, como protegê-lo, como fornecer bons aplicativos para cada dispositivo.

Usuários estão levando seus próprios dispositivos para as empresas e escolhendo aplicações como a Box.net para compartilhamento de arquivos e a DocuSign para assinaturas de documentos eletrônicos, sem esperar pela aprovação da equipe de TI, observa Ken Singer, CEO da AppCentral, especializada no gerenciamento de dispositivos móveis. “Membros da diretoria e CEOs foram chegando com sues próprios iPads e exigindo que os departamentos de TI suportassem esses dispositivos.”

Tais pressões significam uma nova realidade para a área de TI. Uma realidade que muitos não vão gostar, disse Singer. ?Os departamentos de TI estão tentando responder ao problema da melhor forma. São podem dizer sim a tudo, simplesmente?, explica. ?Mas também não podem controlar tudo?.

A TI deve entender que os empresários privilegiando construir aplicações móveis que sirvam como catalisadoras para mudanças, disse Ojas Rege, vice-presidente de marketing e produtos da empresa especializada na gestão de dispositivos móveis MobileIron. “No passado, a empresa queria apps, mas simplesmente não tinham como construí-las. Agora é muito fácil construí-las ou comprá-las diretamente, sem o envolvimento da equipe de TI”, disse Rege.

As equipes de TI estão preocupadas com a probabilidade dessas aplicações ?estrangeiras? criem riscos. Mas Lopez considera que as plataformas de gestão de dispositivos móveis e ferramentas de gestão de aplicações móveis permitirão aos departamentos de TI serem mais flexíveis na gestão das aplicações.

Contudo, a flexibilidade não significa liberdade total: ?Algumas aplicações não estão adequadas hoje?, afirma.

As plataformas de gestão de dispositivos móveis são cada vez mais conhecidas como software de Mobile Device Management (MM).

Por:
Por Paul Krill, InfoWorld/EUA
Publicada em 16 de janeiro de 2012 às 15h05

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