Fórum Brasil Conectado debate como baixar preço da banda larga

Quais as soluções do Brasil para reduzir o preço da banda larga, melhorar a qualidade da conexão e ampliar a cobertura desse serviço? São alguns temas que serão debatidos na próxima semana em Brasília por representantes das teles, indústria, governos (federal, estadual e municipal) e associações de defesa do consumidor. Eles vão participar do 2º Fórum Brasil Conectado, que traça ações para o Plano Nacional de Banda Larga (PBNL), para levar acesso rápido ainda este ano para 100 cidades do País. 

O encontro será nos dias 24,25 e 26/8, na Escola Nacional de Administração Pública (Enap), na capital do Distrito Federal. Instaurado em junho último, o Fórum Brasil Conectado, ligado ao Comitê Gestor do Programa de Inclusão Digital (CGPID), órgão da Casa Civil da Presidência da República, reúne representantes de diversas áreas envolvidas na implantação do PNBL. O grupo foi criado para definir estratégias e ações de longo prazo para colocar o programa do governo em prática.

Para o segundo encontro do grupo a programação conta com 11 painéis de debates durante três dias com a presença de 52 associações,  representantes do governo e do setor de telecom. Um dos temas em pauta é sobre a redução dos custos da banda larga no País e melhoria da qualidade da conexão.

O assessor da especial do grupo de coordenação do PNBL na Casa Civil da Presidência da República, Nelson Fujimoto, diz que teles, indústria e governos precisam encontrar uma forma de entregar esse serviço para as classes C e D por um preço que caiba no bolso dessa camada da população.

“É preciso pensar e

m planos populares. Com incentivos do governo, a classe C está comprando computadores, mas sem conexão. O Brasil é um dos países que têm a banda larga mais cara. Porém, esse não é o único fator que impede as pessoas de terem o serviço?, diz Fujimoto. Ele observa que esse tipo de oferta ainda não chegou a muitos locais do País por falta de infraestrutura de rede.

O 2º Fórum Brasil Conectado contará com a participação de representantes do Conselho Nacional de Política Fazendária (Confaz) de alguns Estados que vão analisar a redução de impostos para esse serviço e porque os programas implantados em algumas regiões não chegaram aos consumidores de baixa renda. Fujimoto dá o exemplo de São Paulo, onde houve corte dos tributos, mas não conseguiu ampliar a base de usuários de internet rápida nesse segmento.

Entre os outros temas dos painéis estão incentivos à indústria para fabricação de produtos , definição de parâmetros para medição da velocidade das conexões e criação de indicadores para o serviço. ?Vamos decidir se adoraremos os padrões da União Internacional de Telecomunicações (UIT) ou se criaremos os nossos?, explica Fujimoto.

Também entra na pauta das discussões a criação de um modelo diferente para compra de licenças dos serviços. Fujimoto afirma que hoje os leilões são baseados em preços, mas que será estudo a possibilidade de exigir uma contrapartida das prestadoras de serviços, que levariam a licença com o comprometimento de conectar, um número determinado de escolas, por exemplo.

Por Edileuza Soares, da Computerworld
20 de agosto de 2010 – 20h26

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