Google planeja levar Internet por meio de drones a locais remotos.

O Google pretende viabilizar o acesso à Internet em áreas remotas por meio do uso de drones. Para isso, a companhia requisita permissão oficial do Comitê de Comunicações dos Estados Unidos (FCC) para conduzir testes com os aeromodelos nesses locais distantes, de difícil acesso. Além disso, a multinacional acredita que os veículos aéreos não tripulados também podem servir para fiscalizar possíveis crimes contra a natureza.

A gigante de buscas procura realizar os testes com o suporte da Titan Aerospace, uma empresa especializada no desenvolvimento de sistemas aéreos, comprada pelo Google em abril de 2014. A startup foi prontamente integrada ao Project Loon, uma iniciativa cujo objetivo é fornecer Internet com o uso de balões.

Muitas das informações apresentadas no documento foram mantidas em segredo, mas fica claro que os sistemas que serão testados podem ser usados para, além de prover Internet, ajudar a monitorar danos ambientais, como “vazamento de petróleo ou desmatamento”.
Os drones usados pelo Google são movidos a energia solar e tem autonomia de até cinco anos. Além disso, a empresa planeja utilizar satélites de órbita baixa no projeto.

Caso a permissão solicitada ao governo norte-americana seja concedida, os testes durarão 180 dias e serão iniciados no dia 6 de outubro. A gigante de buscas se programa para usar uma área localizada perto da cidade de Santa Fé, no Novo México.

O documento também aponta que os drones transmitirão dados nas frequências entre 910 MHz até 927 MHZ e 2,4 GHz até 2.414 GHz, mas o conteúdo das transmissões não foi revelado. A frequência de 2,4 GHz se sobrepõe à usada por canais baixos de Wi-Fi, já a faixa de 900 MHz é destinada também a provedores de Internet sem fio. Entretanto, o Google garantiu ao FCC que não deve haver interferências para outros usuários desses espectros.

Um dos usos possíveis para a faixa de 900 MHz, de acordo com o Google, é criar um serviço 911 (o telefone de emergência dos Estados Unidos) melhor, porém a empresa informa que esse recurso não será testado até o momento.

Apesar de evitar comentar sobre alguns detalhes do teste, a empresa afirmou entender que existem serviços federais que operam na faixa de 900 MHz perto da área de testes. Ainda assim, a gigante de buscas garantiu que está preparada para agir junto com órgãos do governo para evitar interferências danosas a qualquer operação.

Via Slashgear, Gizmodo e PC World

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