Nuvem privada: uma perspectiva de negócios

Atualmente, a computação em nuvem é a inovação tecnológica mais badalada e menos compreendida desde o surgimento da Internet. A Internet afetou tremendamente as empresas de todos os portes no mundo todo, e a computação em nuvem tem o potencial semelh

ante de transformar dramaticamente os negócios e investimentos de TI nos próximos poucos anos.

A finalidade deste Resumo de estratégia é expor ao líder de negócios uma visão geral abrangente e, ao mesmo tempo, simplificada do potencial valor comercial derivado do mecanismo de entrega de tecnologia aprimorado também conhecido como ?computação em nuvem?. O principal benefício é que existem inúmeras opções que permearão sua jornada em direção à nuvem ? o risco menor está em apostar nos recursos de gerenciamento mais abrangentes.

O que é a computação em nuvem?
A computação em nuvem é uma maneira de fornecer e consumir serviços de TI. Muitos no setor estão adotando a definição fornecida pelo National Institute of Standards and Technology (NIST) dos EUA, que oferece a definição mais amplamente aceita para os atributos (elástica, sob demanda, recursos em pool e serviços medidos), os modelos de serviços (Infraestrutura como um Serviço (Iaas), Plataforma como um Serviço (Paas), Software como um Serviço (Saas)) e as abordagens de implantação (privada, híbrida, pública) da computação em nuvem. A maioria dos fornecedores estratégicos de TI estão alinhando suas mensagens a essas terminologias padrão e desenvolvendo ofertas na esperança de garantir um lugar ao sol neste mercado emergente com valor projetado de quase US$ 150 bilhões até 2014 (Gartner).

Em sua essência, a computação em nuvem é a agregação de recursos (de computação, armazenamento e rede) que faz com que os requisitos de capacidade sejam modificados dinamicamente para corresponderem à flutuação nas cargas de trabalho do sistema. Essa correspondência de recursos pode ser automatizada ou autoprovisionada por recursos de linha de negócios (LoB) em interação com o ambiente da nuvem em termos de negócios (nº de transações, usuários simultâneos, tempo para obtenção de resultado).

A proposta de valor da computação em nuvem inclui também um provisionamento ágil da infraestrutura de computação (?objetivo?) ou a disponibilidade de recursos quase instantânea (crescimento, novos aplicativos, tolerância a falhas). Usando esses mesmos princípios, a computação em nuvem pode prontamente reciclar e adaptar os recursos para necessidades de computação de maior valor. O valor inerente é derivado de um maior aproveitamento das assinaturas de recursos de uma maneira inteligente e otimizada, criando, com isso, uma maior vantagem econômica. Como a abordagem típica de overbooking das companhias aéreas, essa transformação dos ?objetivos? dos recursos de TI maximiza a capacidade do ativo e, em consequência, o retorno do investimento.

Independentemente da abordagem de implantação da computação em nuvem, o aproveitamento máximo de assinaturas e a correspondência dinâmica de recursos requerem um portfólio abrangente de funcionalidades de segurança e gerenciamento. São essas funcionalidades que essencialmente diferenciam a computação em nuvem dos datacenters virtualizados e permitem uma cadeia de valor mais integrada dentro da área de TI.

O continuum da computação em nuvem
A maior vantagem econômica a ser obtida é através de uma nuvem pública, por meio da qual é possível aproveitar economias de escala para se obter mais eficiência. Os datacenters grandes e centralizados permitem esquemas de compartilhamento de custos de pré-requisitos de capital altos (poder de compra, bens imobiliários, ar-condicionado, energia, rede, computação, armazenamento e mão-de-obra) entre organizações com um modelo de custo operacional baseado em assinaturas. Esses esquemas de compartilhamento de custos suavizam as curvas de custos das unidades de computação incrementais e reduzem os custos associados ao inventário da computação em suporte à ?escalabilidade ilimitada?.

Além disso, a infraestrutura do datacenter requer muito capital e sua operação é cara. Os benefícios financeiros do alinhamento dos requisitos de computação com um modelo de custo operacional são significativos e merecem consideração. De uma perspectiva tecnológica, esses esquemas de compartilhamento de custos podem introduzir questões técnicas no que diz respeito à segurança, privacidade e conformidade. Cabe ao setor e aos fornecedores de TI criar inovações que solucionem esses problemas à medida que o modelo ganha maturidade, para que todo o potencial econômico da computação em nuvem seja reconhecido.

Nesse meio tempo, esses benefícios econômicos podem ser concretizados circunstancialmente, quando os benefícios de custos ou agilidade superarem e atenuarem os problemas identificados. Alguns exemplos importantes são os ambientes de testes e desenvolvimento, as necessidades de computação decisivamente cíclicas/sazonais e os ciclos de desenvolvimento, nos quais o tempo de lançamento no mercado/geração de receita é claro.

Além disso, as organizações buscam replicar um subconjunto dos benefícios econômicos em uma escala menor por meio das nuvens privadas, pois, em muitos casos, elas são consideradas barreiras ao uso da nuvem pública. Nesse caso, os esquemas de compartilhamento de custos ocorrem dentro de uma organização sem os problemas introduzidos pelo compartilhamento de recursos de computação com outras entidades. Por esses motivos, o Gartner reforça esta abordagem de adoção afirmando que ?até 2012, as organizações de TI que fazem parte da lista Global 1000 gastarão mais dinheiro criando serviços de computação em nuvem privada do que em ofertas de provedores de serviços de computação em nuvem pública?. Além disso, o Gartner prevê que ?dois terços das grandes corporações planejam seguir uma estratégia de computação em nuvem privada até 2014?.

Quando se trata de nuvens privadas, muitos fornecedores no mercado continuam a exaltar as qualidades da virtualização. No entanto, as organizações de TI não existem para implantar e gerenciar a infraestrutura ? elas implantam e gerenciam aplicativos entregando valor aos negócios que requerem infraestrutura. Considerando holisticamente a finalidade da TI, não se trata de maximizar máquinas virtuais, mas dos aplicativos executados nelas.

As nuvens privadas criadas corretamente permitem que a empresa e a organização de TI gerenciem os componentes de computação (servidor, armazenamento, rede) a partir da camada de aplicativo. Ao fazer isso, todos os componentes dos serviços podem ser gerenciados como um serviço de aplicativo. Isso permite que o serviço de aplicativo (de ponta a ponta) seja gerenciado por um contrato de nível de serviço (SLA). Sendo assim, a empresa e os proprietários de empresas podem tomar suas decisões (de disponibilidade, escalabilidade e recuperação de desastre) com total transparência no que diz respeito aos custos associados. Inerentemente, essas decisões são possibilitadas por uma combinação de pessoas, processos e tecnologias. Os méritos de uma nuvem privada devidamente projetada automatizam os dois últimos itens e maximizam o gerenciamento de pessoas/mão-de-obra no processo.

O gerenciamento com base em um SLA sugere a transformação cultural do gerenciamento de nível de serviço ? sem o gerenciamento de máquinas ou componentes físicos/virtuais individuais. Um traço que define uma nuvem privada é a importância da infraestrutura de gerenciamento, especialmente ao se considerar que a maioria das infraestruturas de TI existentes são heterogêneas por natureza. De acordo com Morgan Stanley, ?menos de 10 por cento das empresas têm ferramentas de gerenciamento adequadas para seus ambientes virtuais?.

Além de utilizar melhor a mão-de-obra de TI, essa lacuna garante que o retorno de uma nuvem privada seja o máximo no nível dos componentes virtualizados. Além disso, a inovação em recursos de gerenciamento em apoio ao advento da nuvem privada é significativa. Os dias em que a TI precisava gerenciar as complexidades individuais do datacenter ficaram no passado. Em vez disso, uma visão holística dos níveis de serviço dos aplicativos permite o gerenciamento automatizado, dinâmico e proativo dos modelos de aplicativos e perfis de computação.

O Gartner estima que o custo de um serviço de TI tradicional e disponível continuamente (em um local) seja aproximadamente 6,5 vezes maior do que o custo de um serviço de TI padrão. As tendências indicam que as expectativas e a confiança dos usuários finais/consumidores em relação à computação continuam a aumentar, impulsionadas por provedores de aplicativos exclusivos. Como essa confiança transcende a empresa, os usuários finais continuam a esperar que seus aplicativos críticos funcionem sempre. Contudo, o custo de se manter a disponibilidade de tal variedade de aplicativos é exorbitante se meios tradicionais forem usados. Essa é a visão transformadora da nuvem e o motivo pelo qual a implementação de nuvens privadas estar ganhando tanta força no mercado.

Considere os méritos de um ambiente de computação monitorando a integridade de todos os elementos na cadeia integrada de valores e eficientemente deixando para trás o desempenho insatisfatório para evitar o tempo de inatividade de sistemas críticos. Ou ainda otimizando as necessidades de computação via médias móveis ? sem incorrer no retorno mínimo de ativos inativos dimensionado para picos de demanda. Ou fornecendo valor à empresa usando recursos de computação ociosos para obter resultados estratégicos de modelos de contingência (análises de cenários, simulações de Monte Carlo, Teoria dos jogos). A capacidade de reformular eficiente e dinamicamente os ativos de computação para aproveitar oportunidades de alto valor comercial como as mencionadas aqui é um dos geradores de valor da computação em nuvem.

No continuum da computação em nuvem, as nuvens privadas são um ponto de entrada. O conceito de continuum sugere uma progressão evolutiva, e, no caso das nuvens privadas, isso equivale a um modelo híbrido. O modelo híbrido é aquele no qual alguns elementos de uma nuvem privada são mesclados com outros elementos de uma nuvem pública. Um exemplo é a necessidade pela capacidade de computação expansível para acomodar picos (previstos ou não). O modelo híbrido é o multiplicador econômico e de valor da nuvem privada e, talvez, o real motivo para se implementar uma nuvem privada. Tal implementação requer uma capacidade de orquestração avançada e com suporte à nuvem baseada em regras e políticas que o ajudará a aproveitar a extensibilidade do ambiente em nuvem.

Por que a Microsoft?
Tirar proveito do valor transformador da computação em nuvem não é tão simples quanto comprar um produto ou apertar um botão. Trata-se de uma jornada por um período de tempo e por ciclos de inovação ? no mercado e dentro da cultura de uma organização. Uma linha de base para essa jornada é uma boa compreensão dos requisitos de capacidade tecnológicos e operacionais da TI e seus níveis de maturidade. A lacuna entre isso e um estado final desejado possibilita traçar um caminho ao longo da jornada.

As projeções indicam que as organizações estão seguindo esse caminho agora e em um futuro próximo, e relacionamentos muito importantes estão sendo formados para garantir as chances de sucesso. A Microsoft tem total interesse em ajudar sua vasta base de clientes a obter sucesso na realização dos benefícios dessa transformação e é o único fornecedor capaz de oferecer soluções para todos os modelos de serviços e implantação.

A Microsoft investiu US$ 2,4 bilhões na alocação de datacenters ao redor do mundo, e quantias ainda mais significativas para preparar o portfólio de ativos de software para a computação em nuvem. Isso inclui ofertas em todo o continuum da nuvem (Iaas ? SaaS) com nuvens do Hyper-V, o Windows Azure e o Office 365 e CRM Online. Com exclusividade, a Microsoft oferece a infraestrutura subjacente (gerenciamento, sistemas operacionais, bancos de dados) e os aplicativos para usuários finais (CRM, Exchange, SharePoint) podendo, dessa forma, otimizar a pilha integrada de aplicativos para a computação em nuvem. Com essa motivação e um sólido apoio financeiro para executar os investimentos necessários, a Microsoft é a única no mercado a oferecer a seus clientes a flexibilidade de adotar a nuvem de acordo com seus próprios termos.

E agora?
A finalidade deste artigo é expor ao líder de negócios uma visão geral abrangente e, ao mesmo tempo, simplificada do potencial valor comercial derivado do mecanismo de entrega de tecnologia aprimorado também conhecido como ?computação em nuvem?. Se tivermos êxito, a próxima pergunta será ?E agora??.

Exatamente como com qualquer outra decisão de negócios, o primeiro passo é determinar a viabilidade de um caso de negócios para a computação em nuvem. Os benefícios da nuvem pública superam as desvantagens para sua organização ou um subconjunto de suas necessidades de computação? Você pode obter vantagem econômica e aumentar a disponibilidade de computação tirando proveito de uma nuvem privada? Em ambos os casos, é fundamental identificar estrategicamente o aplicativo ou serviço correto. Comece aos poucos, compreenda os critérios de seleção e busque ajuda profissional para obter uma verificação de conceito. Esta é uma jornada de transformação da TI, e os sucessos, os fracassos e as lições aprendidas em pequena escala agora valem o seu peso em ouro.

Um resumo das principais etapas é apresentado a seguir:

Crie um caso de negócios compreendendo quais serviços têm potencial para um dos modelos de implantação e de serviços em nuvem da perspectiva da economia de custos, agilidade dos negócios ou qualidade dos serviços. Isso significa construir uma estratégia de avaliação para o portfólio de serviços com base em critérios adequados

A transição de muitos aplicativos para o modelo de entrega baseado em nuvem pública poderá ser demorada. Portanto, comece a desenvolver uma estratégia de nuvem privada se ainda não tiver uma

Certifique-se de que uma ampla função arquitetônica (como uma equipe de Arquitetura empresarial) esteja envolvida para ajudar a mapear as necessidades de negócios em relação às soluções de tecnologia e comece a desenvolver um roteiro de alterações

Crie uma abordagem de gerenciamento de riscos para identificar estratégias de redução para as implicações dos modelos de serviços e de implementação usados

A partir de uma lista de serviços candidatos à implantação em nuvem, identifique os itens mais simples a serem implantados mas que, ainda assim, agreguem valor aos negócios de uma forma mensurável
Determine a extensão de qualquer lacuna existente entre os recursos de TI esperados para os modelos de serviços em nuvem e seus recursos atuais de TI

Aproveitar e entregar serviços em nuvem não é apenas uma solução orientada pela tecnologia. Por isso, é necessário determinar a capacidade do processo e a maturidade da sua organização e comparar isso com o que é esperado para modelos de serviços em nuvem

Se você estiver considerando a adoção de uma plataforma de aplicativos em nuvem, compare a estratégia e a abordagem atuais de desenvolvimento de aplicativos com aquelas definidas pelo provedor da plataforma
Planeje a execução de um piloto para aquele projeto inicial simples identificado e use o novo serviço não apenas para compreender os benefícios dele derivados, mas também para confirmar o impacto tecnológico, operacional e organizacional

Obviamente, independentemente de qual modelo de implantação ou serviço em nuvem seja considerado atraente para um piloto, a Microsoft poderá ajudá-lo com tudo o que você precisa para implementar o piloto e garantir o sucesso.

Por:
Scott Trathen, Ph.D.
Scott Trathen é Diretor de estratégias de negócios do EPG da região sudoeste dos EUA

%d blogueiros gostam disto: