Versões falsas do VLC para Windows 8 confundem usuários na loja de apps.

O VLC Media Player para Windows 8 está sendo mais um aplicativo clonado na Windows Store. Uma busca pelo popular reprodutor de vídeos poderá exibir mais de 200 resultados na loja virtual oficial do sistema operacional da Microsoft. Dentre todos eles, somente uma edição é original e também gratuita.

Este é um problema da Windows Store, loja de aplicativos e jogos para o novo Windows 8, e está longe de ser exclusivo do VLC. Afinal, não parece haver muita restrição da Microsoft ao cadastro de programas na loja. Vários apps famosos como este player têm versões falsas, que buscam arrecadar dinheiro de quem se engana e acaba fazendo a compra, erradamente, à venda pela plataforma.

VLC é gratuito

No caso do VLC, logo na primeira página de apps sugeridos quando se busca por “VLC” na Windows Store aparecem opções como “VLC Media Player ++”, que custa US$ 2,99 (cerca de R$ 7), mesmo preço do VLC Media Steam HD, do VLC Player Full HD e do VLC Player ++. O VLC Player Download, então, custa até mais caro: US$ 3,99 (mais de R$ 9).

Enquanto a Microsoft não soluciona o caso, os usuários devem prestar atenção a alguns detalhes na hora de baixar o VLC.

Primeiramente, o VLC é gratuito. Então, todos os apps do player que forem pagos são falsos. Outro ponto: o nome dele é “VLC for Windows 8”. Não tem “Player”, “Stream” ou “HD” no nome.

Além disso, uma outra boa maneira de verificar se um aplicativo é verdadeiro é checar o seu publicador. No caso do VLC, o original é publicado pela VideoLAN. Prestando atenção a estes pequenos detalhes, o usuário não será mais enganado e fará download somente do que realmente desejar.

Para não correr o risco ao buscar por ele, baixe o VLC no TechTudo Downloads e veja dicas de como usá-lo.

Microsoft reconhece problemas

Em resposta ao TechTudo, a Microsoft reconheceu a existência de incontáveis versões do VLC, neste caso, de aplicativos que tentam se passar por este, usando, inclusive, o mesmo nome e logo, na loja Windows Store, dedicada a aplicativos e jogos. “Reconhecemos que há mais trabalho a fazer e continuaremos a reavaliar nossas políticas para alcançar um equilíbrio entre a oportunidade para os desenvolvedores e a qualidade dos aplicativo que nossos clientes esperam”, afirma em nota.

Ainda de acordo com a fabricante de software, há um esforço para atualizar o visual e conteúdo da loja, a fim de torná-la mais clara e eficiente. Porém, ainda há um longo caminho pela frente.

“Nós nos esforçamos para tornar a Windows Store uma experiência de alta qualidade para os clientes e também acessível para o público mais amplo de desenvolvedores. Baseado no feedback de cliente e desenvolvedores, nós recentemente tomamos medidas para ajudar os usuários a descobrir os títulos de aplicativos específicos que eles estão procurando e melhorar a experiência geral da loja. Esses updates fornecem uma orientação clara para os desenvolvedores e também melhoram a nossa capacidade de identificar, avaliar e remover aplicativos problemáticos”, explica.

Google Play também sofre do mesmo mal

O problema não é exclusivo da Windows Store. Outro exemplo comum são aplicativos maliciosos na Google Play, para Android. Há cerca de um ano, a Symantec revelou um levantamento, em que descobriu que cerca de mil apps falsos são publicados por mês na loja do Google. Esses aplicativos e jogos são, normalmente, publicados no início da noite, fazendo com que só sejam detectados pelo Google no dia seguinte. Pelo menos um aplicativo malicioso é publicado por dia na loja do Android e o tempo de sobrevivência do falso software aumenta quando isso acontece durante o final de semana.

*Colaborou Melissa Cruz (Tech Tudo)

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